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Onde estás meu amor? Para onde te levaram? Só porque te roubei de um jardim onde as flores estavam mortas. Só porque te salvei do tempo vazio em que perdias a tua alma. Tiraram-te de mim, como se o nosso amor fosse um crime... A ti que incendiavas os meus pensamentos . A ti que invadias a minha noite. Era o teu brilho que eu via na escuridão, como um fantasma, ali, à espera de um sinal meu para quebrares esse teu medo de mim. Eras tu que me tocavas até de manhã, e eras tu que me tocavas com esses lábios de manhã. Levaram-te. Arrancaram-te de mim. Gostava de poder salvar-te desses males que te cobrem. Desses teus pavores nocturnos a que fugias tantas vezes. Eles não te querem, eles não te anseiam. Eles não sabem quão macios são os teus lábios e quão seguros são os teus braços. Eles não sabem o tamanho do teu coração. Não como eu... 





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