A noite fria congela as lágrimas que pelo meu rosto tentam escorrer. Estou pertificada no meio deste nada, perdida no tempo sem noção do que se passa à minha volta. Desde a tua partida a minha vida tem sido mesmo esta. Perdi o rumo, a vontade de sorrir e de encarar os problemas, perdi-me no meio do meu monótono mundo na qual tu estás presente em cada ato, em cada palavra dita bem como em cada pensamento. Escasseiam-se as palavras, as comparações com o tudo e com o nada, pervalecem apenas frases sem sentido. Sinto-me morta sem ti, sinto-me como se já não existisse, como se já não fizesse falta a ninguém, como se a minha presença não passase de uma mera memória. Revejo o teu retrato, uma, duas, três ou quatro vezes, as que forem necessárias para me recordar de tudo o que um dia foi nosso, de tudo o que juntos vivemos, de todos os planos que algures existiram e se acabaram por perder. Relembro, choro, grito, peço e desejo. Poucos dias se passaram desde a ultima palavra, desde o último momento que nos uniu pela ultima vez. Sinto saudades, saudades do teu carinho, do teu amor, da tua boa disposição e de todos os teus pertences. Um dia fomo tudo e hoje nada somos. Fui uma bruta contigo, disse coisas que o meu coração não sentia. Será que esta nuvem negra algum dia vai passar? Será que um dia poderemos cumprir todas as promessas que em conjunto fizemos? Será que podemos vir a ser tudo aquilo que sempre desejamos ser e nunca fomos? É cedo demais para fazer planos, quero-te de volta, quero continuar a ser a mulher da tua vida, aquela a quem sempre proporcionas-te o melhor e por quem sempre foste capaz de dar tudo. O meu coração pertence-te, não há volta a dar, nada que eu possa fazer ou dizer vai mudar isso. Peço todas as noites para que o amanhã sorria para nós, que o amanhã nos dê o que ontem não os pode dar. Eu tenho sonhos por realizar, tenho sorrisos por dar, momenos para proporcionar, mas para os concretizar necessito de ti, aqui, comigo. As lágrimas continuam a escorrer-me pela face, sei que a culpada de tudo isto sou eu e não tu e, provalvelmente, não o mereço. Mas continuo o a amar-te grande!
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