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O sol põe-se no horizonte, o calor escasseia, e eu, sentada na minha janela tremo, choro lágrimas de um amor que existiu outrora entre nós e que hoje não passa de uma memória gélida, mas que contínua viva por dentro do meu ser. Não me questiones, prefiro que me dês respostas. As questões já não fazem sentido, foram feitas no passado e nunca me ocorrem respostas. Procuro esses esclarecimentos nos recantos mais profundos  do meu “eu”, procuro-os nos teus olhos, em ti, mas não os encontro. Perco-me de amores por ti,  perco-me em todos os planos que em conjunto fizemos e que acabaram por ser jogadas borda fora, em todas as palavras que por ti escrevi no auge do nosso amor e que deixei ir com vento na esperança que fossem ao teu encontro. Tentei agarrar-te, mostrar-te que não interessava o que os outros pensavam sobre “nós”, que não importava, todas as barreiras que nos separam, mas talvez nunca acreditas-te na veracidade das minhas palavras. Tinha força, sentia-me capaz de te amar até ao fim, de estar ao teu lado e levantar-me sempre que ao chão caísses, mas decidis-te “virar costas”. Estou aqui, completamente dominada pelas chamas deste amor que teima em não desaparecer, sempre foi um amor diferente de todos os outros e não me perguntes porquê, pois essa resposta não sou capaz de dar. Guarda as recordações, faz com elas o que quiseres, cansei-me de ser sempre eu a suportar tudo, cansei de ser eu e mais eu sempre eu a mostrar-te todo este amor. És livre de fazer as tuas escolhas de dizer todas as palavras que queres, és dono das tuas próprias atitudes e do teu próprio “eu” mas, agora não penses que vou continuar à espera que mudes as tuas atitudes. Talvez mais tarde me dês valor, talvez mais tarde percebas o que realmente eu sentia, talvez venhas a sentir a minha falta e de tudo aquilo que é meu, talvez(…) Só espero que nunca venhas a sentir metade daquilo que estou a sentir neste momento, porque doí, doí imenso. É uma dor quase insuportável, mas que aguento e não me arrependo nada do que fiz. Amo-te!

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